Próximo post: criando histórias para jogos

Jogos estão na crista da onda. Os adultos de agora são as crianças jogadoras do passado e, lentamente, há tanto uma aceitação maior dos games como mídia de entretenimento como mais gente quer trabalhar fazendo-os.

Nesse povo claro que estamos nós, escritores!

Por conta disso, nos próximos dias irei trazer uma entrevista que um escritor de jogos bastante respeitado deu recentemente. Até mais!

Épico: George Martin entrevista Bernard Cornwell

Há pouco mais de uma semana, George Martin (Uma canção de gelo e fogo, ou se preferir, Game of Thrones) postou em seu site uma conversa que teve com o Bernard Cornwell (de As Crônicas Saxônicas e As Crônicas de Artur). Coisa boba, né.

Para nossos amigos lusófonos terem acesso mais fácil a essa maravilha, aqui está a entrevista traduzida.

Quem quiser ler a conversa original, em inglês, só clicar aqui.

**Há alguns spoilers abaixo. Para você poder ler sem medo de ser feliz, os spoilers estão entre [  ], com texto em branco. Selecione-o para revelá-lo.**

George Martin

George Martin

George R. R. Martin: Já é uma crença minha de longa data que romances históricos e a fantasia épica são no fundo irmãos, que os dois gêneros tem muito em comum. Minhas séries devem muito ao trabalho de J.R.R Tolkien, Robert E Howard, Jack Vance, Fritz Leiber, e ao de outros grandes escritores de fantansia que vieram antes de mim, mas eu também li e gostei do trabalho de romancistas históricos como Thomas B. Costain, Mika Waltari, Alfred Duggan, Nigel Tranter, e Maurice Druon. Quem eram suas influências? Quais escritores você leu durante sua infância e adolescência? A ficção histórica foi sempre sua grande paixão? Você já leu fantasia em algum momento?

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4 dicas para se escrever contos

Como escritor de contos há mais de dois anos, acabei aprendendo com amigos, blogs de outros escritores e com a experiência própria algumas práticas simples, que ajudam bastante na hora de escrever contos. Vamos a elas?


1. Anote suas ideias

Na verdade, esta é uma dica tão preciosa que serve não só para qualquer formato de história, de contos a heptologias de romances. Ideias surgem do nada, o tempo todo. Talvez sua própria grande ideia apareça enquanto você está preso no trânsito, ou na fila de espera do banco, ou num bar conversando com os amigos. E o fato é: se você não anotá-las na hora, vai acabar se esquecendo e perdendo uma história com potencial.

Vários amigos meus usam caderninhos. Já eu costumo criar um lembrete no meu celular, com no máximo 40 caracteres, para me alertar num horário que eu sei que terei acesso ao Google Docs. Daí repasso para um documento online e pronto: ideia segura.

Encontre a melhor maneira para você e anote sempre suas ideias. Logo, você terá um reservatório tão extenso que inspiração para um novo conto nunca mais será um problema.

2. Saiba o final da sua história

Simplesmente escrever, sem se preocupar muito com o resultado, é delicioso… mas normalmente não chega a lugar algum. Saber o final da sua história dá o guia necessário para se manter coerente e evita o famoso drama de não conseguir achar um final satisfatório. Mesmo que o final venha a mudar depois, tenha pelo menos uma noção de onde você quer chegar antes de começar.

3. Não seja pretencioso

Algumas pessoas argumentam que não conseguem escrever contos por não conseguirem controlar a onda criativa: “Quando começo a escrever, as ideias vão aparecendo e aparecendo e quando percebo, já tenho material para escrever um livro!”

Minha opinião é que há dois problemas acontecendo aqui. O primeiro é o excesso de pretensão do escritor. Realmente há pouco espaço num conto para se escrever uma história com muito material, mas a intenção não é essa desde o começo. Tenha em mente que um leitor de um conto deseja uma diversão rápida; então, foque-se intensamente numa situação menor. Ao invés de investir na quantidade de material, escreva um conto que provoque a imaginação do leitor, para que ela cuide de incrementá-lo. Por exemplo: ao invés de contar a jornada de um homem pelo mundo, que tal contar como foi a conversa que o fez decidir viajar? Deixe que as reflexões do leitor expandam seu conto.

O segundo problema é a subestimação do conto. A “onda criativa” costuma fazer as pessoas acharem que um conto é inferior a um romance. De forma alguma! Há histórias que nasceram para ser contadas neste formato. Além disto, é uma ótima maneira de começar a escrever, já que produzir um conto é bem mais rápido que um romance e você terá como descobrir seus acertos e seus erros mais cedo.

Em outras palavras: para escrever um conto bacana, não exagere no escopo. Atenha-se a uma situação pequena e explore-a de fora para dentro.

4. Revise

Escrita não é um trabalho fácil. Terminar de escrever algo corresponde a 20% do trabalho. O texto ainda está a várias revisões de se tornar realmente bom e quando falamos de contos isso se torna ainda mais crítico: romances, com suas seissentas páginas, conseguem mascarar alguns erros de continuidade e de português, mas num conto cada erro vai ser tão sutil quanto uma espinha na ponta do nariz. Não seja preguiçoso: revise, revise e revise uma vez mais.

Estas dicas te ajudaram de alguma maneira? Compartilhe comigo abaixo!

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Novo conto no ar!

Venho trabalhando num conto chamado “Senhora Dolores” há uma semana. Dolores é uma senhorinha moradora de Higienópolis que você acreditaria que faz cookies para os netinhos. Porém ela guarda consigo um terrível e assustador segredo!

Acabo de terminá-lo. Vá lá ler!

Jogue meu TCC

Meu projeto de TCC da faculdade de Jogos Digitais foi um jogo chamado Mach.N. É um game de corrida, ambientado num mundo futurista e a grande diversão é sacanear os oponentes para vencer. Você pode baixar a primeiríssima versão aqui.

Conecte alguns PCs em lan e bom jogo!

[EDIT - 04/03/11]

O link foi corrigido e o game está novamente disponível para download. Obrigado pela colaboração, phichultes!

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A importância de um GDD bem feito

O TCC de Jogos Digitais gerou muitos frutos; o maior deles com certeza foi a experiência de desenvolver um jogo do zero. Eu e mais dois amigos (o Ronaldo e o Valdson) passamos por muitas dificuldades e aprendemos bastante. Uma das coisas foi a importância de um Game Design Document bem feito.

Escrevi um texto para o blog da PUC-SP que foi publicado agorinha. Visite e leia! É só clicar aqui.

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Novidades em breve!

Pode até parecer que estou parando por causa da ausência de novos contos, ou da finalização dos inacabados (calma, Ricardo, calma!), mas a verdade é que estou a mil! Afinal, meu TCC é um jogo de corrida!

Ooooo-K, essa foi ruim, Bruno.

Sou um aluno de games, então é claro que o Trabalho de Conclusão de Curso seria um jogo. Eu e mais dois amigos estamos fazendo o nosso na plataforma Unity, uma plataforma de produção de games; ou seja, uma coisinha de Deus! Uma das coisas que ela facilita é montar a interface (menus, botões, medidores de energia, as coisas que aparecem na tela. ;D), tarefa que ficou comigo. E para ajudar as amizades do curso e quem mais se interessar, montei um tutorial. Em breve postarei para os gamedevs de plantão.

Falando em Ricardo, não aguentei e editei um pouco o conto dele. Deuses… quando eu entrar de férias já vou escrever logo uns 5.

Confira o site da Unity

Confira o conto O palhaço do escritório 144 (o conto do Ricardo)

Confira essa imagem absurda que não tem relação nenhuma com este post

Obrigado pela visita!

Novas páginas: as animações que fiz

Finalmente, minhas animações foram postadas aqui no blog. São duas, apenas, já que ainda não consegui converter minha animação em Flash para algo que o YouTube entenda. Quando eu conseguir fazer isto, ela vem direto para cá.

Não esqueça de dar seu comentário. Se você comentar e chamar 7 amigos para comentar também… er… algo MUITO BOM vai te acontecer. Promessa de escoteiro. =)

Até mais!

Demônio: Piercing e Brincos chega ao fim!

Depois de uma sexta e um sábado muito gostosos, e acordei nessa manhã fria de domingo com muita vontade de escrever. Demônio: Piercing e Brincos estava órfão há 3 meses, tadinho, e estava tão perto do final! Então resolvi botar a mão na massa.

O final saiu um pouco diferente do que eu imaginava: a proposta ainda é a mesma, mas a situação toda surgiu na hora, feito mágica. Inspiração é algo incrível, não? Bem, confesso que descanso é outra coisinha mágica que ajuda um bom bocado.

Espero que você gostem do final. Eu havia parado de escrever na parte 14, então se você já tinha lido tudo que eu tinha escrito, é só ler a parte 15. Não deixe de comentar, ou eu mando o Douglas para sua casa para embebedar seu bichinho de estimação. Aposto que ele adoraria.

Quanto a minha vida, tudo está indo bem, na medida do possível. Última semana de faculdade com apenas dois trabalhinhos para serem feitos, o estágio trazendo resultados –até ganhei um aumento! –e algumas idéias fervilhando na cabeça. Quero dar um tempo com os contos e passar a fazer alguns jogos; afinal, é isso que quero fazer da vida. Terminei Duma Key, que é muito bacana, e comecei a ler The Dresden Files, que também é sensacional. De jogo estou terminando Ace Attorney Investigations: Miles Edgeworth, outra coisa ótima. Estou cercado de boas referências!

Tenho um conto pronto aqui, em breve eu posto para você ler.

A propósito, feliz dia dos namorados atrasado, para quem tem namorado/a. Eu não tenho, e infelizmente sou livre para ficar com quem eu quiser. Que barra, hein?! (desculpinha de solteiro)

Abraços!

28/03/2010

Finalmente, estamos chegando perto do final de Demônio – Piercing e Brincos!

Uma das maiores dificuldades de escrever esse conto é a minha escassez de detalhes sobre as épocas nas quais ele se passa. A maior parte do conto acontece em 2006, que está obviamente, mas ainda surpreendentemente, há quatro anos no passado, e já tenho dificuldades de criar um ambiente convincente! Os outros três momentos são 1921, década de 80 e aproximadamente 2002. Senti que o resultado ficou esteriotipado, fruto de uma pesquisa realmente superficial (infelizmente, é o que meus recursos podem oferecer agora). Por isso eu peço: se você sabe mais sobre essas épocas e poder me fornecer links ou informações interessantes sobre como era o mundo naquele momento, desde a política e a economia até a maneira de pensar, eu ficaria eternamente grato.

Por outro lado, estou contente com os resultados, considerando que esses contos são apenas uma primeira versão. Não tenho a pretensão de escrever meus contos apenas uma vez, então vejo no futuro um Demônio – Piercing e Brincos muito mais detalhado, interessante e convincente. Talvez expandido! Quem sabe um futuro livro ou até história em quadrinhos? Como pensou Tiago, “sonhar não mata, não é”?

Enquanto isso, no mundo real, eu continuo lendo Duma Key. Parei por um tempo por ter pegado emprestado com um amigo, o grande Lucas Picoli, os quadrinhos do Lanterna Verde, desde o Amanhecer Esmeralda até o arco atual. Eu já fui chegado em HQs antes e colecionava Spawn do 105 para frente e li do 60 em diante emprestado do meu primo, mas perdi o gosto. Agora, ele está voltando. Sandman! Preciso ler Sandman!

Estou jogando Ace Attorney Investigations: Miles Edgeworth, para DS, e gostando muito. Esses dias terminei Flower no PS3 da empresa, e gostei bastante também. Não vejo a hora de ter God of War III para jogar lá! Ou em casa

“Sonhar não mata, não é”? =D

Eu comecei a twittar novamente, então, se quiser, acompanhe-me seguindo @BrunoDunno. Ah! E siga o @DigitalDead, aka Lucas “Green Lantern Fanboy” Picoli, também.

Boa leitura!

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