Mais um trechinho de Demônio – Piercing e Brincos.
Escrever realmente dá trabalho. Essas poucas dezenas de linhas levaram uma hora e meia na prática (dias, na teoria) para serem criadas. E quanto mais longe se chega, mais complicado fica. Pela primeira vez nesse conto joguei uma cena inteira fora, não por ter ficado chata, mas por ter ficado incoerente.
Três novos demônios surgiram nesse trecho, três personagens que eu gosto bastante: Celia, Douglas e Julian. Celia é forte e firme, e não é uma súcubo gostosona, o que eu acho completamente possível. Julian é um demônio cabeça dura, fixado no trabalho, como eu acho que os demônios, se existirem e realmente nos influencie, devem ser (porra, é um trabalho que exigiria muita dedicação. A preguiça humana os contagiaria muito fácil.) E Douglas… bem, acho que quem me conhece sabe de onde o tirei.
Ultimamente ando lendo duas coisas: O Terceiro Deus, livro do Leonel Caldela, e Negima!, do Ken Akamatsu (mangaká de Love Hina).
O Terceiro Deus é divertido: um livro de high fantasy mais adulto (há até palavrões, dá para acreditar?! ;D) e bastante criativo. A história se passa no cenário de RPG brasileiro “Tormenta”, que possui muitas características bacanas. Algumas descrições são longas demais (ok, Caldela, nós já entedemos que a Tormenta não deixa as coisas bonitas. ;D) e não existe um diálogo que não termine com uma frase de efeito, mas algumas personagens e situações cativam por quebrarem os arquétipos dos personagens do gênero. Seja isso feito apenas para esse propósito ou não, o que importa é que o livro é interessante, principalmente para um jogador de RPG como eu.
Negima, apesar do conteúdo ecchi opa-cai-ai-tô-mostrando-minha-calcinha que chega a ser sonso, é muito bacana. Todos os volumes vêm com um glossário explicando detalhes sobre a magia, o que além de costurar bem os elementos mágicos, ainda trás uma porrada de informações bacanas… quem diria que eu acabaria aprendendo sobre Paracelso lendo mangá? Fora isso, o drama é bem feito: o mangá consegue contornar vários clichês criando personagens consistentes, com dúvidas plausíveis. Mas, no final, todo mundo é bizarro e termina em roupas de baixo. Enfim. ;D
Fiz um formspring! Sintam-se livres para me fazer perguntas. E me sigam no Twitter: sempre que há novidades, vocês podem ficar sabendo por lá.
Espero que gostem na última atualização de Demônio. Assim que terminar esse conto começarei outros dois. “E o Ricardinho, Bruno?” Bem, acho que O Palhaço do Escritório 144 vai ficar parado por mais um bom tempo ainda.